Deficiência visual na pandemia: cuidados

Deficiência visual na pandemia

A questão da deficiência visual na pandemia é muito importante e precisa ser abordada. Muito se fala a respeito de usar máscara, limpar as mãos com álcool em gel, não tocar em objetos diretamente, usar luvas e tantas outras mais. No entanto, como ficam os cegos e as pessoas com visão reduzida que precisam encostar nas maçanetas ou nos espaços para se locomover?

Mesmo que pouco divulgado, os órgãos de saúde fizeram uma cartilha especialmente para os deficientes visuais, mostrando quais podem ser as maneiras mais eficazes deles se prevenirem. Ainda assim, é possível afirmar que eles são os que mais sofrem com esta pandemia.

Deficiência visual na pandemia: redobrando os cuidados

Deficiência visual na pandemia

Durante a pandemia, com a COVID-19 se espalhando de uma maneira muito rápida e devastadora, é necessário que todos tenhamos cuidado, especialmente os deficientes visuais. Você deve estar se perguntando o porquê. Para falar a verdade, se pararmos para pensar só um pouquinho a respeito, lembraremos de imediato que um dos principais meios de localização deles é o tato.

Assim que tudo começou a acontecer, uma das primeiras recomendações dadas para todos nós era justamente a de evitar contato direto com objetos, até porque eles poderiam estar contaminados. No entanto, como evitar isso quando uma das maneiras que você tem de se locomover no espaço é justamente tocando nos mais diversos locais?

As formas de transmissão da doença são muitas, inclusive por meio de gotículas de saliva de quem já está infectado. No entanto, os deficientes visuais não possuem uma grande noção do quão longe estão em relação às outras pessoas e, por isso, podem ser considerados mais propensos a se contaminar com o vírus.

De acordo com informações transmitidas pela Organização Nacional de Cegos do Brasil, diante de situações do cotidiano vividas pelos deficientes visuais, a vulnerabilidade cresce bastante. Com a utilização frequente das mãos em corrimãos, mesas, superfícies, bancadas e outras pessoas para realizar as atividades diárias, a situação apenas fica mais complicada.

A contradição das recomendações

Sem dúvida alguma, o principal desafio é conseguir realizar as atividades cotidianas sem a necessidade do toque. Para quem tem visão reduzida ou simplesmente não enxerga nada, essa é uma tarefa um pouco difícil, mas os órgãos públicos acabaram por não pensar em oferecer orientações mais claras para quem realmente precisa.

Certo, evitar contato e utilizar máscara são coisas básicas para fazer com que você fique bem longe do coronavírus, mas… E quem possui deficiência visual? Onde estão as cartilhas específicas para eles? Os discursos mostram que uma parcela da população foi deixada de lado quando o assunto é a prevenção da doença.

Outra grande questão é que muitos deles precisam utilizar a bengala para se locomover. Dessa maneira, quando você toca em um objeto e depois retorna a sua mão para a bengala, ela pode estar contaminada. Mas, de todo o modo, ela é extremamente necessária e não pode ser deixada de lado. O que fazer?

Infelizmente, faltam orientações mais claras, dando a entender que a parcela da população que foi atingida pelas recomendações já foi o suficiente. No entanto, onde está a igualdade que tanto pregam na Constituição?

A internet também tem desafios

Deficiência visual na pandemia

Assim como muitas pessoas, os deficientes visuais começaram a trabalhar em casa para respeitar a norma de manter o distanciamento social. No entanto, muitos dos aplicativos com os quais eles se depararam sequer possuem uma maior opção de acessibilidade. Essa é outra grande questão a ser abordada no cenário brasileiro.

Antes o problema só viesse por causa da pandemia… Mas a problemática de os deficientes visuais não serem igualmente incluídos vem se arrastando durante décadas e, infelizmente, não são todos os que se mobilizam para dar maior visibilidade.

Assim como qualquer um de nós, a utilização do home office também foi necessária, mas, ainda sendo outra recomendação dos órgãos sanitários, nem todos podem executá-la da maneira correta. Se todos deveríamos ser iguais, por que ainda temos que encarar situações tão adversas? Na verdade, há falta de preparo dos governantes para lidar com a situação.

A Organização Nacional de Cegos do Brasil já deixou bem claro que, diante da deficiência visual na pandemia, é necessário que o compartilhamento de informações via internet deve estar disponível com recursos de audiodescrição. Além disso, a inclusão da Língua Brasileira de Sinais em modos, meios e formatos inclusivos deve ser trazida à tona.

Deficiência visual na pandemia: recomendações de prevenção

Muitas pessoas com deficiência visual acabaram por ter que adaptar toda a sua rotina para que não acabassem se contaminando. Muitas pessoas que antes se locomoviam com a ajuda das paredes, agora estão tendo que mudar por completo o rumo da história. Então, agora o mais recomendado é utilizar a bengala.

Assim que chegar em casa, o ideal é que os óculos e a bengala sejam devidamente esterilizados, permitindo que qualquer resquício do vírus seja deixado do lado de fora da casa. Além disso, os banhos também são extremamente recomendados, com uma troca de roupas o mais rápido possível.

A questão do isolamento social também deve ser respeitada pelos deficientes visuais, fazendo com que haja um maior controle dos números de casos. Então, quanto menos pessoas na rua, melhor será para evitar aglomerações e, consequentemente, a contaminação.

Outro ponto muito ressaltado é que, se você tem deficiência visual e precisa ir à rua, mas também necessita ser guiado por alguém, o ideal é não mais tocar no cotovelo do guia, mas sim em seu ombro, protegido por uma camisa. Após chegar ao destino, higienizar as mãos se mostra fundamental.

Problemas de acesso às orientações

Muito embora as entidades responsáveis tenham feito uma cartilha de recomendação para os deficientes visuais conseguirem se cuidar da maneira adequada durante a pandemia, há outro empecilho que acabou fazendo com que mais uma questão fosse abordada: a dificuldade de acesso.

Como o governo repassa informações extremamente importantes em um momento tão pontual quanto este e não disponibiliza opções acessíveis nos meios digitais? Muitos deficientes visuais têm reclamado que sequer conseguem ter o acesso à informação transmitida pelos anúncios.

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